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quarta-feira, 29 de maio de 2019

MIN. PAULO GUEDES VAI UTILIZAR MÉTODOS DA INICIATIVA PRIVADA DE OUTROS PAÍSES PARA IMPULSIONAR A ECONOMIA DO BRASIL

Ao participar hoje (29), de seminário sobre produtividade e crescimento econômico, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que é possível ampliar a produtividade de um país e o crescimento da economia destravando e simplificando medidas.

“É possível colocar uma economia para crescer 5,6% ao ano, três, cinco, sete anos seguidos simplesmente destravando tudo. Desregulamenta aqui, simplifica ali, reduz impostos”, disse o ministro, ao destacar que exemplos da iniciativa privada e de outros países também podem contribuir para o crescimento econômico.

“Pega um método que já é usado em gestão no setor privado e adota no setor público também. Pega um método que já é usado numa empresa norte-americana e traz para o Brasil. Esse uso do conhecimento tácito, quando você desregulamenta, destrava, simplifica, isso permite ao país dar uma arrancada que nem os agentes convencionais conseguem explicar direito”, disse.

Após participar do seminário, Guedes respondeu a perguntas de jornalistas sobre o projeto de crédito suplementar enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional no valor de R$ 248,9 bilhões. Segundo Guedes, o fato de ontem (28) a equipe técnica do ministério ter sugerido um valor menor, de R$ 146,7 bilhões “desorienta um pouco” e causou “embananamento”. O pedido de crédito suplementar é analisado pela Comissão Mista de Orçamento.

“A equipe técnica, quando resolveu mandar, viu que ela já tem origem para algo em torno de cento e poucos bilhões, então, em vez de pedir os R$ 250 bilhões poderia pedir menos. Então o embananamento é esse. Tá todo mundo preparado para aprovar uma coisa, ai chega uma outra coisa. Ai dizem vem cá, vocês querem esse ou aquele, qual vocês querem?”, disse Guedes.

O crédito suplementar corresponde ao valor que o governo precisará captar no mercado, a partir da emissão de títulos, para saldar todas as despesas do ano. Nesse caso é preciso a aprovação do Congresso, por maioria absoluta de votos, porque o governo precisa do aval dos parlamentares para fazer operações de créditos que extrapolem o limite estabelecido pela chamada regra de ouro, prevista na Constituição.