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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Prisco comenta possibilidade de greve da PM-BA a partir de setembro



A notícia que se tem ouvido entre os líderes de entidades que reúnem soldados, cabos e sargentos da Polícia Militar é sobre uma possível greve da Polícia Militar a partir de setembro. Uma assembleia será realizada no dia 11/09 para discutir o assunto.  O PNotícias conversou, na manhã desta terça-feira (20), com o deputado estadual Soldado Marco Prisco. O coordenador geral da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (ASPRA) e um dos  líderes da categoria falou comentou a informação sobre indicativo de greve da PM e destacou as principais insatisfações dos policiais.
Prisco ressalta que, mesmo o Estado não negociando com a categoria há cinco anos, não é interesse ter indicativo de greve ou paralisação. Entretanto, uma assembleia que acontece no próximo dia 11 de setembro vai nortear as ações do movimento. “Nós não vamos tensionar para isso. Vamos discutir a pauta com a categoria. Queremos dialogar. Queremos avançar nesse processo, mas infelizmente o governo do Estado não sinaliza nesse sentido. A assembleia está marcada. Os mais prejudicados somos nós e a população que está vendo a violência aumentar. Tem nas ruas um policial totalmente desestimulado, sem equipamento de proteção, sem armamentos, viaturas em péssimas condições e sem nenhuma melhora”. 
Entres as principais pautas elencadas por Prisco está a Lei de Periculosidade e Insalubridade. “Foi feito um acordo em 2014 assinado pelo Estado e não cumprido. Nós temos a questão da Lei de Periculosidade e Insalubridade que é um absurdo. Essa lei foi criada há 18 anos e até hoje o Estado não regulamentou.  O mais absurdo é que em 2016 ele regulamentou para todos os servidores e não para a gente, que teoricamente teríamos muitos mais direito, haja vista o número de policiais assassinados”. 
A questão da isenção do ICMS para a compra de armas e equipamentos também é lembrada pelo deputado. “Nós temos também a isenção do ICMS para a compra de armas e equipamentos para os policiais militares e bombeiros, que apesar de a lei já ter sido aprovada, ele não sancionou. Não traz gasto nenhum ao governo. Ele não terá queda de receita, terá aumento. O governo não dialoga, não conversa… E nisso os policiais cansaram. O número de suicídios na categoria tem aumentado. Ansiedade, depressão, números absurdos”.